segunda-feira, outubro 24, 2005

O Impertinente (2)

Queria sentir-se suficientemente fora do mundo para poder contemplá-lo à distância, mas sempre suficientemente preso a ele para saber quando voltar.

5 comentários:

Yakunna disse...
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VooNocturno disse...

Belo...
e no dia em que quisermos não saber voltar? Mistério... Só o mistério nos faz viver.

Yakunna disse...

ola meninos.. vim, vi e gostei.. voltarei!! Me aguardem!

VooNocturno disse...

Brevíssima Luz

Casual cabelo que cai
branco
não é Inverno
ainda-sabemo-lo, não cai
afinal,foi caindo ou fizeram-no
cair, porém. Páro. A luz.
Brevíssima e fogo mais uma
vez se esvai sem darmos
conta.
A luz quase sempre é assim
brevíssima essa é a palavra
porém
um aviso, uma preparação
que não fosse somente
canto de pássaros que se
despedem do dia, noite
perto
e tão imensa tão imensa
esta noite que faz agora
a sua cama para acordar.
(e dormir?)
O aviso da luz que deixa
de ser fogo.
Suave olhar que se distrai
com vozes
perdidas, com folha que
cai
com o estalo de um motor
de um velho carocha-
carro-do-povo.
E a Luz foi.
Vermelha.
Brevíssima brevíssima luz
na despedida.

Tatiana disse...

escreve bonito...