quinta-feira, setembro 25, 2008
quarta-feira, setembro 03, 2008
dorme.
S.O.S suburbia. Alguém à escuta?
sábado, agosto 23, 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
quinta-feira, agosto 21, 2008
Ao império dos corpos queimados.
O corpo queria escolher ser sempre rei, mas o escravo também é rei.
A guerra dos reis que queriam escravizar os outros reis começou, e os corpos ainda não eram nascidos.
Queriam ser absolutos, porque não sabiam lidar com o escravo que existia dentro de cada um.
E assim nasceu Hitler... sózinho com o seu escravo, num campo de concentração a fumar cachimbos de corpos queimados.
domingo, julho 06, 2008
Folia - Tu és Isso

sábado, junho 21, 2008
por incrível que pareça...
Fez-se a luz da saudade.
domingo, abril 20, 2008
O Extravagante (7) - choque
Extravagante: Olhe, mude de mundo...
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Os Olhos do MUndo e a Fortuna

Texto: John Herbert Adaptação\Encenação: José Henrique Neto
Assistência de Encenação: Paulo Brito Execução Cenográfica: Carlos Ramos
Interpretação: João Vicente, José Henrique Neto, José Redondo, Luís Lobão, Tomás Alves
Produção: Edipoética
Reservas:
966864730
918991330
grupo373@gmail.com
quarta-feira, janeiro 02, 2008
ouvir...
quinta-feira, setembro 20, 2007
Valete Fratres!
Se calhar estamos no começo de uma transformação no mais íntimo de nós.
Se calhar estamos no começo de uma revolução.
terça-feira, agosto 28, 2007
Depois dos porcos que falam...
Durante meses, sempre que chegava a casa a altas horas da noite, deparava-me com o meu vizinho do 4º andar a cair de bêbedo pelas escadas e sempre a queixar-se da vida com um discurso que mostrava uma suspensão temporal na vida deste individuo.
Depois de me ter cruzado com este homem para aí umas vinte vezes, comecei a perguntar-me se depois de terem inventado um porquinho chamado Babe e que sabe falar, não teriam também inventado uma mágoa chamada Vanda e que sabe nadar.
Cuidado meus amigos: afoguem as vossas mágoas antes que elas aprendam a nadar!
segunda-feira, agosto 20, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
O velho é que sabia.
sejamos loucos do mais belo siso
transformando em jogo a nossa dor
e a dádiva das lágrimas em riso.
Agostinho da Silva
Folia!
Texto: Paulo BorgesEncenação: Rui Mário
Pelo Teatro TapaFuros
Quinta da Regaleira - Sintra
de 5 de Julho a 16 de Setembro
5ª a Sáb.: 22h Dom.: 20h
«A noite abre-se em luz. Nocturno cantado em voz de árvore, de atento mocho. Vozes muitas que anseiam paz. Vozes do mundo, no mundo... Folia nos ilumina, folia nos inflama! Flama de cor a romper solidão, a romper surdos gritos. Dos caminhos da Terra surgem homens e mulheres que sentiram uma voz que chama, em chama. Arde-lhes no peito. É o tempo? Os portões abrem-se, a mansão tem muitas portas, luz habita os salões e ri do serão... Esta a luz que vestirão. Homens e mulheres da Terra, convidados para a festa da Luz, convidados em mistério.» Rui Mário
Texto: Paulo Borges; Encenação/Direcção Artística: Rui Mário; Dramaturgia: Paulo Borges, Teatro TapaFuros; Direcção Musical/ Arranjos: Pedro Hilário; Direcção de Actores: Samuel Saraiva; Interpretação: Carla Dias, Filipe de Araújo, João Vicente, Paulo Cintrão, Mário Trigo, Rute Lizardo, Samuel Saraiva, Vera Fontes; Músicos: Alexandre Leitão, António Neves, Jorge Domingues, Miguel Costa; Cenografia/Adereços: Rui Zilhão; Coreografia: Mercedes Prieto; Vozes Off: Elisabete Figueira, Jorge Telles de Menezes, Inês Figueira, Natasha Quaresma, Paulo Borges, Ricardo Ventura, Rui Lopo; Desenho de Luz: José Miguel Antunes, Mário Trigo; Design / Web: Pedro Marques; Fotografia: Sérgio Santos; Figurinos: Elisabete Figueira, Pedro Marques; Costureiras: Ana Tobias, Doroteia Tobias; Luminotécnia: Fábio Ventura, Facas Valente, João Rafael, Laura Scheidecker; Apoio à Montagem: Emanuel Ventura, Gonçalo Africano; Direcção de Cena: Marco Martin, Rui Mário, Sónia Tobias; Frente de Sala: Ana Rita Neves, Catarina Trindade, Inês Amaro, Joana Martins, Maria Silva, Tânia Tobias; Produção Executiva: Sónia Tobias; Direcção de Produção: Marco Martin
quinta-feira, abril 05, 2007
Naquele lado da rua
Cada vez mais, os calções dos miúdos colavam às pernas por causa do calor e continuavam a jogar à bola.
Na esquina, um pássaro acabava de levantar vôo enquanto a comida passava, levantada do chão pelos braços gordos de uma mulher com pressa de chegar à hora do almoço.
Do mesmo lado da rua, o sol batia contra o vidro reflectindo espirais multicolores para o espaço.
Um louco suicidava-se do rés do chão com esperança da morte e de que ninguém abrisse a porta do quarto. Um louco suicidava-se na encenação da queda no meio do passeio. Eu assistia à queda e ao calor que lhe aparava a roupa. Ele revolvia os braços e as pernas numa agitação cada vez mais rápida até que bateu no chão. E morreu!
E só depois gritei e vi o sangue a espalhar-se pela rua. Alguém abrira a porta do seu quarto e fechara a janela e o sangue já chegava ao lado da minha rua. O louco estava morto. Causa da morte: a sua personagem.
terça-feira, março 20, 2007
Naquele caminho que me perdeu
Antes que descesse para a escada, pensei no salto grande que teria de dar se quisesse pousar de pé. Tive de pensar no balanço e deixar que o meu corpo rompesse as minhas roupas e saltasse. Lá foi ele, entre a vertigem e os prédios. Cá de cima, ouvi um baque. Não! Um Bach que saiu-me monstro das mãos. Por instantes, tive de repetir o meu pensamento para coordenar-me no meio dos gestos que fazia horrorizada. Afinal, o destino poderia não ter fim. Tive de calar-me para que pudesse ouvir que ainda pisava o telhado, mas o meu corpo lá em baixo! Mas o meu corpo aberto para que todos vissem como eu era, para que todos vissem a minha beleza liquidada no chão. Para que todos vissem o coração que me faltava e que estava pendurado num estendal a secar.
sexta-feira, março 16, 2007
em cena.
Ficha Técnica
Actores: Ana Gil, Joana Guerra, João Vicente, Madalena Palmeirim, Susana Gaspar, Nuno Matos, Soraia Granja, Laura Tomás, Reinaldo Almeida, Flávio Nunes, Miguel Silveira Encenação: Ávila Costa Tradução: Anabela Mendes Assistência de Encenação: Miguel Fonseca e Ricardo Silva Dramaturgia: Anabela Mendes, Ávila Costa, Rui Teigão, Ricardo Silva, Miguel Fonseca e gtl Produção: Rui Teigão e gtl Desenho de Luz: Ávila Costa Banda-Sonora: João Santos Design: João Vicente Operador de Luz: Pedro Marques Operador de Som: João Santos Figurinos e Slides: Eduardo Guerra e Luísa Seixas Técnicos de Luz: Pedro Sousa e Paulo Oliveira
Agradecimentos: Dr. Luís Fernandes, Dra. Valentina Matoso, Dra. Isabel Bruxo, Sasul, Aeflul, RUL, FCG, Profª. Anabela Mendes, Profª. Vera San Payo de Lemos, Profª. Maria João Brilhante, CET, Prof. Fernando Guerreiro, Luís Miguel Cintra, Teatro da Cornucópia, Amélia Barriga, Profª. Manuela Ribeiro Sanches, Isabel Aires, Sofia Meireles.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Fragmentus Suburbia (14): entranhas.
A cidade faz esquecer as origens, até ao momento em que nos esmaga na hora de apanhar o comboio de volta para casa. Foi isso que o rapaz sentiu, que já não pertencia a lado nenhum, mas quando o frio da noite gela os ossos na estação terminal da cidade, os olhos enchem-se de lágrimas porque ele recorda-se que nas entranhas há qualquer coisa que viveu, qualquer coisa que ele recordava como um palco onde as luzes dos projectores fulminavam as vidas das donas de casa que estão no comboio.
O comboio chega ao subúrbio, o rapaz sai da estação, pensou em alguma coisa como "apesar de tudo, estava mais quente dentro do comboio". Sobe a rua que dava para sua casa, ouve o comboio a partir com o seu som gasto e velho como uma veia que leva o sangue a todas as casas.
Faz muito tempo que ele não pensava nisto tudo, como um relâmpago lembrou-se dos poetas que conhecera e que lhe falavam de um salão de baile e de um teatro que ficava por baixo de uma igreja. Foi no meio destas entranhas, destes pulmões podres, que ele voltou a olhar para trás no cimo da rua, para ter a certeza de que ainda sabia onde espreitava a lua.
